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Mãe de menina: como criar uma filha empoderada e feminina

mãe de menina - empoderamento feminino

Quem é mãe de menina sabe: criar filhas não tem receita. No entanto, com as mudanças sociais a mil por hora, a maneira antiga de educar filhos modificou quase que completamente. O único ponto que não mudou é o Amor.

Por outro lado, parece que criar filho agora é algo coletivo, porque todo mundo dá palpite. E você já sabe que os palpites virão, independentemente de você querer ou não. Assim, o melhor conselho é se informar e filtrar o que é interessante ou não sob seu ponto de vista.

Entretanto, existe um consenso: é preciso auxiliar sua filha a se amar, ou seja, a se empoderar. Parece missão impossível? Relaxe! Neste post separamos tudo que o você precisa saber para criar uma filha empoderada. Confira!

1) Empodere-se antes de ser mãe de menina

A ciência já está cansada de afirmar que a maior fonte de aprendizado da criança é o exemplo. Como uma menina que vê uma mãe que não se ama, poderá aprender o que é autoAmor?

Para empoderar sua filha, comece, por você mesma. Pare e reflita a respeito do que essa criança vê todos os dias em você, e em suas relações com as outras pessoas.

Brinque com sua filha de casinha, por exemplo. E inverta os papeis: você será a filha e ela a mãe. Observe como a criança vai representa-la. Quais serão as atitudes? Quais as falas? As respostas a perguntas cotidianas?

E mais do que isso: COMO responde à criança?

Tire um tempo após a brincadeira para refletir sobre a vivência. Analise os pontos e veja se a sua filha lhe vê de maneira pelo menos semelhante ao que você acha que é. Aproveite para olhar se existe empoderamento feminino ou menosprezo.

Esse é um começo e a partir das informações que você conseguir analisar, dê um feedback a sua filha de maneira sutil. Mude um aspecto ou outro de sua vida, uma forma de falar com a criança, ou de agir em determinada situação.  Se for necessário, converse mesmo, abertamente.

E principalmente: aproveite o feedback de sua filha para começar a amar mais a você mesma.

A falta de diálogo é o pior inimigo de uma mãe de menina.

2) Vença o preconceito feminino

Por incrível que possa parecer, o maior preconceito da sociedade é o feminino. É inaceitável como as próprias mulheres formulam desculpas para inocentar os homens a cada instante.

Em casos de violência contra a mulher, muitas são as que dizem: “culpa dela que deixou ele bater”, “vai ver ela o traiu” ou mesmo duvidam que a violência realmente aconteceu dizendo: “se fosse assim, ela já teria denunciado antes. ” Que o diga Luiza Brunet!

O primeiro passo para mudar a relação da mulher consigo mesma é vencer o preconceito feminino. Para tanto, viva a sua vida e crie sua filha sem medo do que a sociedade vai dizer.

Converse com suas amigas a respeito de ser mãe de menina e plante uma sementinha de que não há desculpas para a violência contra a mulher.

3) Quebre os padrões de beleza vigentes

Sem atos de rebeldia. Aqui a ideia é a de que você ensine a sua filha que ela é linda do jeito que ela é. A sociedade não pode ser a responsável por ditar o que é o belo.

Cada um vê beleza naquilo que quer e a partir da noção de muitos, estipularam um padrão de beleza. Um erro, certamente.

Quem fala para a sua filha que ela está feia ou bonita é você, mãe. E depois, será a própria filha.

Mostre a ela que ela pode escolher ter o cabelo liso ou ondulado, preto ou loiro, ou até mesmo ruivo, ou verde.

Ela pode ser magra ou gorda. Branca, negra, parda, amarela.

O importante é que ela goste dela mesma. E que possa fazer as escolhas que quiser e ser feliz.

4) Pare de separar as brincadeiras infantis

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O preconceito geralmente começa em casa com atitudes que muitas vezes são tão naturais que passam desapercebidas.

Um menino que vê sua irmãzinha fazendo a unha, quer fazer as unhas também. Que tal arrumar uma base para ele. Não precisa tirar a cutícula, mas pode limpar e lixar, não é mesmo? Porque é que homem tem que ter a unha grande e suja?

Por outro lado, a menina quer se vestir de super-herói para brincar com irmão ou mesmo ganhar um carrinho para colocar no hotweels. Porque não? Por acaso mulher não pode dirigir? Se pode dirigir, porque é que não pode brincar de carrinho?

Pense nessas considerações e veja quais você está disposta, como mãe de menina, a aplicar na criação de sua filha. Rompa com esses padrões de brincadeira de menina e de menino. Dê a sua filha liberdade de escolha.

5) Estabeleça hierarquias

Falando em dirigir: é bastante comum que o filho mais novo, só por ser homem, ganhe carro primeiro. Você sabe dizer, por acaso, porque? Ou faz isso no automático?

Provavelmente você não sabe, e o motivo é simples: porque o único motivo é o preconceito. O velho pré-conceito de que carro foi feito para homem. Porque é ele quem escolta a mulher.

 

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Uma casa só se torna um lar se tiver hierarquia. E por hierarquia, entenda-se, ordem. Colocar ordem em uma criança não é bater nela, mas sim, estipular limites.

Toda criança precisa de limites para crescer emocionalmente saudável. E precisa entender que mãe não é igual amiga de escola. Mãe está acima disso por ser mãe, por ter dado a vida e por ter mais experiência também.

Passe a sua filha as experiências que você teve e que achar que sejam úteis. E mais: tente não discriminar o sexo ao fazer isso. Ao dar o carro para o irmão mais novo sem ter dado para a menina, você reforça o preconceito e coloca o irmão em um lugar hierárquico mais alto do que a mulher.

Você quer mesmo ensinar a sua filha que o homem tem preferência em relação à mulher? Pense nisso!

Inegavelmente, ser mãe de menina nessa sociedade em que vivemos está cada dia mais complicado. Contudo, quando você consegue auxiliá-lo no processo de empoderamento, a missão fica mais fácil.

A base do empoderamento é o autoAmor, por isso, aproveite a visita para ler nosso post AutoAmor: Aprenda a começar a se amar.

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